Aos domingos, a horta não recebe visitas, excetuando aquelas que encontram no silêncio e no descanso do hortelão motivos de festejo. Entre estas criaturas incluem-se pardais, rolas, borboletas brancas, mosquitos inomináveis (pelo menos para mim, porque não atino com o nomear de nenhum deles...), escaravelhos de várias cores e temperamentos, um ou outro sapo mais corajoso, abelhas abelhudas e gatos em pantufas, caçando passarinhos distraídos.
Gatos
Tal como em muitas outras casas do campo, na casa dos avós da S. convive saudavelmente com o sol um número apreciável de gatos. Não sei ao certo quantos são. Uns dias parecem menos, noutros dias parecem mais. A avó da S. há de sabê-lo, e um destes dias pergunto-lhe. Onde há gatos, não há ratos. E é para isso que eles andam lá.
Milho
O terreno onde cultivamos a horta é grande, e uma porção dele está por cultivar. Para além das invasoras, outras plantas crescem com toda a naturalidade, tais como milho, batatas e abóboras. A seu tempo, transplantei duas aboboreiras para os aposentos da horta para que fossem convenientemente servidas. O resultado foi excelente, e a valorosa planta, que cresceu que nunca mais parou, tem criado abóboras para umas quantas famílias.
Estou viva e venho falar de beterraba
Daqui fala a S. Não desapareci por entre as nossas culturas hortícolas nem a terra me engoliu. Nem nenhum sapo me comeu (apareceu um na horta, iaics!). A família vai aumentar e a minha não imunidade à toxoplasmose despromoveu-me de aspirante a agricultora e conferiu-me poderes de supervisora/ admiradora do trabalho do Lopes. E se ele tem feito um bom trabalho!
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