Olhai os lírios da horta. E as outras flores também.

Nestas alturas, e nas outras todas também, gostava de ter uma máquina fotográfica em condições, daquelas que fotografam de tal modo que olhamos para o resultado e nos enternecemos com a delicadeza e a perfeição da tecnologia. Não é o caso. A minha máquina fotográfica é a do telemóvel. Em primeiro lugar porque o cultivo de tomates e pimentos não me pagou nada melhor. Em segundo lugar porque o telemóvel é muito prático e está sempre à mão. Onde se viu cavar terra e a seguir pegar em objetos que valem milhares de euros? Não na minha horta. Ainda assim quero deixar aqui o testemunho da explosão de flores que vai para aquelas bandas, mesmo que a mostra se aperte em imagens de péssima qualidade. Não lhes sei o nome, o das flores. São as flores que a avó da S leva ao cemitério, e não lhes sei o nome. Sei que uma delas se chama lírio, e isso é já uma abundância de sabedoria. É uma roxa que aparece logo em baixo, a seguir ao texto. Penso também que uma outra se chamará craveta. Uma delas. O resto é um mar imenso de ignorância.






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